Foi há 15 anos, sensivelmente.
Numa das minhas primeiras idas ao cinema.
Quando as cortinas se afastaram, começou um dos filmes que mais me marcou (muito provavelmente também por ter sido um dos primeiros a que assisti, mas sem dúvida por todo o filme em si):
The Lion King - O Rei Leão
À leitura destas linhas poderá haver, creio eu, tendência a questionar a escolha do título. Porém a semelhança da base do argumento com Hamlet não oferece qualquer tipo de dúvidas. Façamos o seguinte exercício:
Simba (Príncipe Hamlet) é um jovem leão (jovem príncipe) que -após anos de exílio,- volta ao reino para vingar a morte de seu pai, o rei Mufasa (o Rei Hamlet da Dinamarca), assassinado pelo seu tio Scar (Claudius), que após a morte do rei toma posse do trono, ao desposar Sarabi (Gertrude), a mãe do protagonista. Parecido.
Apesar de Hamlet, a peça, girar muito em volta da obsessão negra de vingança do príncipe, bem como as as ameaças de guerra, etc, o filme de Allers e Minkoff transmite-nos, com o seu estatuto de filme de animação, o poder da amizade, da coragem e da preserverança. Tudo isto com uma excelente banda sonora, cujos temas principais ficaram a cargo de Elton John. Quem não se lembra de Circle of Life, ou de Can You Feel the Love Tonight?
Simba é assim um jovem leão que leva uma vida bastante despreocupada, sempre na brincadeira com a sua amiga Nala. Com constantes traquinices e sempre desafiando o perigo, por vezes mete-se em encrencas. Até que o pai morre e o tio o convence de ser o principal culpado pela sua morte. Fá-lo abandonar o reino. Escapando por pouco à morte, o nosso jovem herói vai parar a um oásis, onde conhece Timon e Pumba.
Um clássico intemporal. Para rever à mínima oportunidade.

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