The Muppets ft. Queen
Quando era mais pequeno lembro-me de me sentar à frente da televisão, na quadra natalícia. Não me recordo bem se na era na noite de Natal, penso que é bem provável.
Sentava-me no sofá e sintonizava na 2. E quase todos os anos passava um filme natalício dos Muppets. Como faziam lembrar a "minha" Rua Sésamo (porque será?), rapidamente captavam a minha atenção. Ter de absorver as legendas já não me incomodava e assistia religiosamente ao filme (provavelmente era sempre o mesmo todos os anos, mas não tenho a noção disso).
Para matar as minhas saudades, deixo este vídeo genial de Boheminan Rhapsody que me enviaram, e que também já vi em alguns blogs. Acho que nunca mais vou conseguir assistir ao videoclip dos Queen sem pensar em galinhas.
Mestres do Solfejo
Tommy Emmanuel e Jake Shimabukuro
Arctic Monkeys, ou A quebra de um Céptico
Os Arctic Monkeys são uma banda indie de Rock, que se lançou para a ribalta ao aproveitar ao máximo as potencialidades das comunidades online, como o myspace, por exemplo, pelo qual foi lançado um vídeo de I Bet You Look Good on the Dancefloor. Consta que tudo isto foi criado por terceiros, e a banda nada teve a ver com estas desenfreadas incursões na internet. Pois bem, o que é certo é que se tornaram um sucesso planetário e, juntamente com bandas como Franz Ferdinand e Kaiser Chiefs, por exemplo, ajudaram a revitalizar o rock (e, consequentemente, a música) proveniente da ilha de Queen Elizabeth II.
Acontece que nunca me entusiasmaram alucinantemente. Confesso que não sou adepto de políticas de rebanho, como tal, não me deixo convencer facilmente. No Reino Unido, as bandas que lá fazem sucesso tendem a registar um grau de sobrevalorização que sofre imediatamente da minha parte grande descrédito. Onde se falou em revolução da música, etc, eu falo em aproveitamento do registo punk dos anos 70, juntar umas pitadas de séc.XXI e procurar aproveitar o que de bom já foi feito nesse tipo de registo (Recordo os nada britânicos The Strokes). Mas enfim, respeito-os e atribuo-lhes grande mérito pelo que têm feito. Mas nunca me considerei fã.
E num instante tudo muda. De repente, para este álbum, os nossos amigos contam com a participação enquanto produtor e conselheiro de Josh Homme, dos Queens of the Stone Age e, mais recentemente, integrante do aliciante projecto Them Crooked Vultures. Ora Josh Homme é um dos grandes vultos da música contemporânea para mim. Consegui logo, após ter lido a notícia, tentar projectar o estilo do álbum Humbug (2009).Nunca antecipava nada como o projecto final.
Pois é, os Arctic Monkeys, que atrás de si arrastavam multidões de jovens (sim, em Portugal é a banda da moda dos pós-púberes) resolvem mudar para um registo bem mais arriscado na minha opinião, logo mais meritório. O cunho de Homme é patente na aura negra de Humbug.
Confesso que apesar deste discurso não me agrada de todo ser do contra. Mas apesar de o pessoal referir a (pseudo)perda de "pica" da banda, eu digo que ganharam em ambiência musical. Desde já deixo aqui claro que não sou fã incondicional do álbum, aliás acho-o simples e com algumas fragilidades. Mas ainda assim bem mais cuidado que os restantes, sem possibilidade de comparação, o que me dá uma certa curiosidade neste recente processo de maturação da banda. Veremos os próximos projectos de Alex Turner e companhia.
O meu primeiro contacto com Shakespeare...
Foi há 15 anos, sensivelmente.
Numa das minhas primeiras idas ao cinema.
Quando as cortinas se afastaram, começou um dos filmes que mais me marcou (muito provavelmente também por ter sido um dos primeiros a que assisti, mas sem dúvida por todo o filme em si):
The Lion King - O Rei Leão
Simba é assim um jovem leão que leva uma vida bastante despreocupada, sempre na brincadeira com a sua amiga Nala. Com constantes traquinices e sempre desafiando o perigo, por vezes mete-se em encrencas. Até que o pai morre e o tio o convence de ser o principal culpado pela sua morte. Fá-lo abandonar o reino. Escapando por pouco à morte, o nosso jovem herói vai parar a um oásis, onde conhece Timon e Pumba.
Um clássico intemporal. Para rever à mínima oportunidade.
Filmes - Paranormal Activity
Não me considero um grande crítico de cinema, pois sou bastante bipolar. Tenho dias. Por vezes tenho a sensação de que se tivesse visto determinado filme noutro contexto, em qualquer outro dia, a minha apreciação seria outra.
O clube dos 27
Começo esta minha incursão após a data do meu aniversário.
Neste típico momento privado de incursão numa viagem de retrospectiva, nostalgia, resolução, procuro igualmente reflectir sobre algo que me desperta curiosidade enquanto apreciador de música.
Não tenho 27 anos. Nada disso.
Mas há desde logo este fenómeno do "27 Club" que não consigo explicar.
Há já desde há bastante tempo um clube (um culto) criado, precisamente com o nome do título, que alberga todos os grandes músicos de sucesso que morreram nessa idade sem razão aparente ou por razões macabras.
Os membros são, entre outros,
Brian Jones
Kurt Cobain
Janis Joplin
Jim Morrison
Jimi Hendrix
Robert Johnson
O que leva estes músicos a procurar o suicídio, ou a morrer sem motivo aparente, aos 27 anos? Coincidência? Porque não? Haverá muitos músicos conhecidos que terão falecido, por exemplo, aos 44, 68 anos, etc.
De Cobain, por exemplo, diz-se que já procurava pertencer a este restrito clube desde muito novo.
Há algo intrínseco nesta idade: 27 anos.
A morte num período áureo da carreira e da vida destes monstros da música define a sua imortalidade, e justamente o nosso fascínio.
4 a.m. Miracle?
"An unexplainable and extraordinary event that happens around 4 a.m. where sleep deprivation erodes your internal sensors and allows you to come out of yourself and create something amazing."- Urban Dictionary


